quinta-feira, 30 de junho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
Lei que criminaliza a homofobia volta à estaca zero
"O número 122 foi demonizado por religiosos por mais de dez anos. O nome ficou muito complicado", disse a senadora. Ela afirmou que está negociando com evangélicos da Casa - justamente os maiores críticos da proposta - e já houve consenso sobre um conteúdo. O novo texto deverá amenizar o tom atual, para que consiga ser aprovado.
O projeto aprovado na Câmara transforma em crime "praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito" contra gays, lésbicas e transexuais. Já o texto acordado com os evangélicos, que deverá ser reapresentado no Senado, porém, diz apenas que será crime "induzir a violência contra homossexuais". Segundo Marta, a mudança foi aprovada pelos movimentos gays, apesar de o novo texto ser menos abrangente. "Nós conseguimos um meio termo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://www.dgabc.com.br/News/5895615/lei-que-criminaliza-a-homofobia-vai-voltar-a-estaca-zero.aspx
Pastor suspended 20 days for marrying lesbians
(Milwaukee) A gay Methodist pastor from western Wisconsin was suspended for 20 days Thursday for officiating a lesbian wedding, marking a modest victory for traditionalists in a growing rift over recognition of gay and lesbian partnerships in the church.
The jury could also have chosen to defrock DeLong. Instead it limited the penalty to the suspension, which will begin July 1.
“The suspension is to be used for spiritual discernment, in preparation for a process seeking to restore the broken clergy-covenant relationship,” the jury’s ruling said.
The jury also demanded DeLong draft and present a document outlining issues that harm the United Methodist Church’s clergy covenant. If she doesn’t comply she’ll be suspended for another year starting in June 2012.
DeLong did not immediately respond to a telephone message. One of her supporters, the Rev. Scott Carlson of Sun Prairie, told The Associated Press he thought the penalty was fair.
“I think the jury pool showed creativity,” Carlson said. “It shows they took their role seriously, that they considered how healing might come to the Annual Conference.”
The Rev. Tom Lambrecht, who represented the church in DeLong’s trial, said officials were “pleased that the penalty recognizes that a violation took place and that there is a consequence for that violation.”
“We’re encouraged that the process could create the opportunity to move in a more positive direction,” he said.
Methodist pastors in areas including Illinois, Minnesota, New York and New England have begun defying the ban on marrying gay couples, saying it violates the church’s teaching of inclusion.
Church officials counter that the prohibition is consistent with Christian teaching, and that God’s love doesn’t necessarily equate to acceptance of all behaviors.
DeLong, 44, had faced two charges: marrying a same-sex couple and being a “self-avowed practicing homosexual.”
The second charge, on which she was acquitted 12-1, refers to a Methodist term allowing gays to serve as clergy as long as they remain celibate. The not-guilty verdict appeared to be based on the fact that DeLong declined to answer in court about whether her relationship involved sexual contact.
Her suspension reflects a degree of leniency compared to several previous decisions. In 2005, a Methodist minister from Germantown, Pa., was defrocked for being in a lesbian partnership. A senior pastor in Omaha, Neb., was defrocked in 1999 for performing a same-sex union.
Delong’s trial arose at the same time some Methodist pastors are speaking out about overturning the church rule prohibiting clergy from marrying same-sex couples or conducting blessing ceremonies for same-sex unions.
Their calls have increased the pressure for the church to join other mainline Protestant denominations that have become more accepting of openly gay leaders. But those Methodist pastors represent a small proportion of the church’s clergy, and the chances the ban would be reversed are questionable.
Rule changes must be approved by delegates at the church’s worldwide General Conference, held every four years. Because a growing number of delegates come from Africa and other theologically conservative regions, voting patterns reflect strong resistance to change.
An advocacy group for conservative Protestants said the fact that DeLong was convicted in a fairly liberal region suggests delegates to the 2012 conference in Tampa, Fla., won’t be looking to reverse the rule.
“The church’s liberal faction likely does not face a very bright future,” said Mark Tooley, president of The Institute on Religion and Democracy.
The Rev. Richard Harding doesn’t see it that way. The 86-year-old pastor in Massachusetts said he has defied the same-sex-wedding ban since he retired more than 10 years without drawing any complaints. He said the ban only drives away talented clergy and younger members consider it out of touch.
“I don’t know how much longer this can last,” he said of the ban. “I don’t think we’re going to see too many more trials.”
DeLong never denied marrying the lesbian couple. While she avoided discussing her own lesbian relationship in local church settings, she said her efforts to live halfway in the closet and halfway out took such a toll that she finally decided to speak out.
“When I entered (the ministry) I did not suspend my conscience,” she said a few days before the trial began. “It’s incumbent on me not to perpetuate its unjust laws.”
Harding lauded DeLong’s stand.
“It’s hard to hang in when you’re part of an institution that’s discriminating against people in this way,” he said. “But I guess you either stay in and fight or get out, and that doesn’t do any good. So hang in.”
http://www.365gay.com/news/pastor-suspended-20-days-for-marrying-lesbians/
Carta aberta do Fórum Europeu LGBT ao Papa Bento XVI
O texto da carta foi aprovado em Berlim, no dia 7 de maio de 2011, na conferência anual dos delegados do Fórum, e foi entregue no Palácio Apostólico, no Vaticano, no dia 10 de junho.
Eis o texto.
Santo Padre, apelamos ao senhor para pedir uma condenação dos atos de violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT) e pedimos a colaboração de Vossa Santidade para a descriminalização dos atos homossexuais em nível mundial.
O silêncio de Vossa Santidade é muitas vezes interpretado pelas pessoas que cometem atos de violência, tortura e assassinato como um parecer favorável às suas ações.
Por exemplo, em janeiro deste ano, David Kato, um ativista na luta pelos direitos das pessoas LGBT, foi brutalmente assassinado na Uganda.
Episódios de violência, torturas e assassinatos contra as pessoas LGBT são verificados frequentemente em diversas partes do mundo, e quem as põe em prática está muitas vezes convicto de sua conformidade à vontade da Igreja Católica.
Esse convencimento é reforçado pelo fato de que, em dezembro de 2008, a Santa Sé ter se recusado a apoiar a Declaração das Nações Unidas sobre a orientação sexual e a identidade de gênero.
A declaração contém um parágrafo que exorta a todos os Estados a assegurar que a orientação sexual ou a identidade de gênero não possam ser, em nenhuma circunstância, a base para a aplicação de penas criminais, particularmente de execuções, prisões ou detenções.
Além disso, apelamos à Vossa Santidade para que sejam fornecidas a todos os cristãos informações claras a respeito das passagens da Bíblia que são usadas para justificar esses atos aberrantes.
Assim como as passagens em favor da escravidão, os versículos que apoiam o assassinato de pessoas que praticam atividades sexuais com pessoas do mesmo sexo não devem ser interpretadas literalmente.
Existe ainda uma forma de pressão por parte de alguns expoentes do clero da Igreja Católica Romana sobre os cristãos LGBT para se submetam a "terapias reparadoras" para modificar sua própria orientação sexual. Essa estratégia da Igreja e o pedido às pessoas LGBT que vivam a condição da castidade são causa de muitas tragédias, incluindo suicídios e graves estados de depressão, entre aqueles que tentam observar e seguir heroicamente os ensinamentos da Igreja.
Por outro lado, segundo estudos mais recentes de psiquiatria e de psicologia, a orientação sexual não pode ser modificada, e essas tentativas, por isso, muitas vezes têm como consequência graves danos psicológicos. Além disso, uma vida de castidade não pode ser exigida a quem não sente dentro de si essa vocação.
Aos cristãos LGBT, não pode ser negado o direito fundamental a uma relação afetiva, independentemente do gênero da pessoa amada. Como a ciência demonstrou que a homossexualidade é uma variante da sexualidade, apelamos para que essa evidência científica seja incluída nos ensinamentos da Igreja.
Em consequência, pedimos a Vossa Santidade que não se dê mais como indicação que as pessoas homossexuais devam se submeter a terapias, mas que, ao contrário, tenham direito a uma vida que preveja também uma relação afetiva no sinal da fidelidade.
Os benefícios sociais e pessoais disso são: uma vida feliz, saúde mental, capacidade de dar o melhor de si no trabalho e no apoio aos outros.
De outra forma, a vida muitas vezes se transforma em uma triste existência com uma série de inúteis terapias psicológicas e psiquiátricas, perda da fé em Deus, de humanidade e amor, como bem testemunhas as frequentes cartas e testemunhos de cristãos LGBT.
Em todo o mundo, muitas lésbicas, gays e transgêneros vivem relações baseadas no amor, na fidelidade e na assistência recíproca. Assim como nas relações heterossexuais maduras, o amor é sobretudo uma experiência espiritual e depois também física. Infelizmente, por causa do preconceito e da desinformação, muitas pessoas associam o conceito de homossexualidade só ao amor físico.
Com referência à declaração de Vossa Santidade de dezembro de 2008 sobre a necessidade de proteger a humanidade como o ecossistema de uma floresta tropical, seguindo a mesma metáfora, podemos dizer que as pessoas LGBT representam uma espécie menos numerosa, mas que se encontra constantemente no ecossistema e, como sabemos, toda espécie é importante e necessária para garantir o equilíbrio criado por Deus
Apelamos ao senhor para que reconsidere a posição da Igreja sobre as relações entre pessoas tanto do mesmo sexo, quanto transexuais, apoiando também a aceitação e a bênção dessas relações no interior da Igreja.
Apelamos a Vossa Santidade para que se cesse de pressionar os católicos a votarem contra leis que autorizem relações entre pessoas do mesmo sexo.
As relações entre pessoas tanto do mesmo sexo, quanto transexuais, não constituem um perigo para a existência da família tradicional, mas, na realidade, sustentam e elevam os valores da família e do matrimônio. As pessoas LGBT representam só um pequeno percentual de toda a população, percentual que permanece constante.
A experiência de não aceitação dos jovens homossexuais e transgêneros, por parte de suas famílias e da Igreja, quase sempre gera problemas no desenvolvimento das suas personalidades. As consequências são muitas vezes dramáticas e podem se concretizar, por exemplo, em tentativas desesperadas de contrair matrimônios heterossexuais, em mascarar sua própria orientação sexual ou em escolher a vida religiosa, mesmo na ausência de vocação.
Das motivações que expusemos, deduz-se como o fato de criar uma atmosfera segura e acolhedora, que permita que as pessoas LGBT sejam elas mesmas, é importante para toda sociedade.
O Catecismo da Igreja Católica afirma que as pessoas homossexuais devem ser tratadas com respeito, compaixão e sensibilidade. Respeito e sensibilidade deveriam ser concedidos a todos, independentemente da orientação sexual ou da identidade de gênero. Se fosse verdadeiramente assim, a compaixão não seria necessária.
Os comportamentos e as opiniões homofóbicas são particularmente dolorosas quando feitos por quem se declara cristão, seja leigo ou religioso, e não são certamente uma forma de respeito.
Deus abençoe Vossa Santidade.
Berlim, 7 de maio de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
FIFA Should Speak Up About Homophobia
Nigerian women’s soccer coach Eucharia Uche is proud of herself. As soccer players from around the world are getting ready for the kick-off of the FIFA Women’s World Cup this Sunday in Germany, Uche is saying that she has managed to “control and curb” lesbianism on her team, reports the New York Times.
“Some of them go as far as renting rooms in hotels around the team’s campsite where they go to satisfy their orgy,” Uche complained to Nigerian newspaper the Daily News earlier this year. “It’s a serious development that has been detrimental to the team’s growth and performance.” (She told the Times, however, that she had never personally witnessed any homosexual activity, but believed the “strong” rumors about it.)
But now, Uche says, her players have ceased engaging in such practices, thanks to the Pentecostal ministers she brings in to pray with them for a “divine intervention.” The chief media officer for the Nigeria Football Federation confirmed in March that those “who indulge in the nasty act” have promised to stop, and that measures to “ensure they keep to their promises” have been put in place.
FIFA, soccer’s world governing body, claims that “discrimination of any kind against a country, private person or group of people on account of ethnic origin, gender, language, religion, politics or any other reason is strictly prohibited and punishable by suspension or expulsion.” Yet all FIFA has had to say about the discrimination against lesbian Nigerian players is that it cannot comment, as no official complaint has been filed.
On other social issues, FIFA is far less ambivalent. The organization has been actively fighting racism for decades. It expelled apartheid South Africa from the Cup in 1961 and only readmitted the country after Nelson Mandela was released. FIFA also started a campaign called “Say No to Racism” and passed the Buenos Aires Resolution against racism in 2001. With the resolution’s 10th anniversary approaching, FIFA has been featuring inspirational anti-racism interviews on its website.
But Joanie Evans, co-president of the International Gay and Lesbian Football Association, told the New York Times that FIFA just doesn’t fight homophobia as forcefully as racism.
“Racism is a devil,” said FIFA President Joseph S. Blatter at an anti-racism event during the 2006 men’s World Cup. “There is a social responsibility in football, and our game is open to everyone—all genders, all races, all cultures.” Homophobia is just another type of discrimination. FIFA has previously banned racist administrators, fans, players, coaches, and referees. Maybe it is time for it to be consistent.
http://www.doublex.com/blog/xxfactor/fifa-should-speak-about-homophobia
Homossexualidade começa a deixar de ser um tabu no futebol feminino
WOLFSBURGO, Alemanha -Apesar das enormes diferenças entre os países e das diversas pressões para mantê-la oculta, a homossexualidade começa a deixar de ser um tabu no futebol feminino, que neste aspecto parece estar um passo à frente da categoria masculina.
Se na Copa do Mundo da África do Sul em 2010 nenhum dos participantes era abertamente gay ou bissexual, na Copa do Mundo feminina da Alemanha-2011 (que acontecerá de 26 de junho a 17 de julho) há jogadoras que já assumiram sua preferência por pessoas do mesmo sexo.
A equipe que melhor serve de exemplo é a Alemanha, anfitriã do Mundial e atual bicampeã da competição. A goleira Nadine Angerer, 32 anos, eleita em 2010 a melhor do mundo na posição, foi uma das que revelaram à imprensa de seu país a sua bissexualidade.
A notícia causou alvoroço na Alemanha, onde o futebol feminino possui grande popularidade, e gerou um debate sobre o silêncio existente a respeito do futebol masculino.
A atleta Ursulla Holl, reserva de Angerer, já havia se assumido como lésbica e em 2010 se uniu civilmente a sua companheira Carina, em Colônia. A imprensa alemã especulou bastante sobre outras relações afetivas existentes entre as jogadoras da seleção, mas as protagonistas dos casos nada confirmaram.
O presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Theo Zwanziger, deu apoio a "saída do armário" de Angerer.
Indo para outros países, destaca-se o caso de Hope Powell, treinadora da seleção inglesa e eleita a 68ª na lista dos 100 homossexuais mais influentes do Reino Unido, elaborada em 2010 pelo jornal The Independent.
Vale lembrar ainda outras jogadoras que se assumiram como lésbicas ou bissexuais. É o caso da alemã Martina Voss, 125 vezes convocada para a seleção nacional, das noruegueses Bente Nordby e Lisa Medalen, e da ex-capitã da equipe francesa, Marinette Pichon.
Em outros esportes, a homossexualidade feminina é representada por atletas como as tenistas Martina Navratilova e Amelie Mauresmo e pelas jogadoras de handball Gro Hammerseng e Katja Nyberg.
Mas nem todos os países se encontram na mesma situação. Em alguns, o tema é um assunto silenciado e em outros a atitude recebe reações hostis, como no caso da Nigéria.
"A homossexualidade não tem uma causa física. Necessitamos da intervenção divina para controlar e lutar contra ela", disse Eucharia Uche, treinadora da seleção feminina da Nigéria, que considerou a orientação sexual como "suja".
Uche garantiu que atualmente não há lésbicas na sua equipe e que no passado "combateu o problema" com pastores religiosos e assessoria espiritual.
Em resposta às palavras da nigeriana, os organizadores do Mundial feminino anunciaram que irão analisar se alguma jogadora daquele país foi vetada da equipe por causa da sua orientação sexual.
O início da Copa do Mundo 2011 coincide neste final de semana com a celebração anual da Parada Gay de Berlim, que este ano ressalta a necessidade de se combater a homofobia no esporte e que recebeu um "cartão vermelho" simbólico.
Aproveitando a coincidência de datas, o Museu Gay de Berlim organizou uma exposição coletiva de artistas da atualidade sobre o tema do conflito e a relação entre o futebol e a homossexualidade.
http://www.jb.com.br/esportes/noticias/2011/06/26/homossexualidade-comeca-a-deixar-de-ser-um-tabu-no-futebol-feminino/Tell your friends: Eurogames registration closes on July 1st
Together with thousands of gays and lesbians from all over Europe you and your friends can experience the fun of participating in a large international event, celebrating diversity and enjoying your favourite sports.
Everybody can register until July 1st for a large number of sporting activities, from volleyball to water polo and from soccer to athletics. The entry fee is €130 for members of the EGLSF (European Gay & Lesbian Sport Federation), non-members pay €20 more. On top of everything else, all registrations in the final 10 days can pick up (while stocks last) a cool EuroGames T-shirt at the accreditation!
Point your friends to www.eurogames2011.eu: here they will find everything they need to know. And encourage them to register, before it’s too late and they’ll miss out on the fun.
Would like to get in the mood already? Watch the video clip of the EuroGames song “Show your colour” on YouTube. Dutch Idols 2006 winner Raffaëla Paton, who revealed her bisexuality at the launch, performs the song. See you in Rotterdam!
See you at the EuroGames!