terça-feira, 6 de julho de 2010

Porto Pride 2010

Um evento um pouco diferente da Marcha do Orgulho LGBT do Porto, mas realizado no mesmo dia (neste caso na mesma noite) é o Porto Pride que se apresenta como: "Desde 2001 a Festa no Porto para todos os Gays, Lésbicas, Bissexuais, Trans e Heterossexuais Descomplexados".

Acontece no mesmo dia da Marcha do Orgulho LGBT do Porto, portanto este ano, realiza-se no dia 10 de Julho (é já este sábado! ), no Teatro Sá da Bandeira, em plena baixa portuense, com início às 22h e que se prolonga por toda a noite, até às 8h. :)

A entrada tem custo de 10 euros com oferta da primeira bebida (entradas pagas no local, não há pré-venda de ingressos), sendo que o valor da entrada reverte a favor da Associação SOL. Nesta edição do Porto Pride será entregue à Associação SOL o valor conseguido na edição do Porto Pride 2009 (+ de 3200 euros).

Ao longo de toda a noite o Porto Pride 2010 contará com a animação dos DJ's Nuno Cacho, DJ Ivo, DJ Jordann e espectáculos de transformismo com Nani Petrova, Roberta Kinsky, R. Madonna, Natasha Semmynova, Lady Slim, Tiago Tib, Diana Prince e Elsa Martinelli.

Este evento contará com a presença de associações LGBT e não LGBT como: Espaço Pessoa, UMAR, Não Te Prives, Panteras Rosa, SOS Racismo, Abraço, Ponto Bi, PolyPortugal, Amplos, Mica-me, Oporto Spartans, dezanove, ManHunt ...

Existe a possibilidade de estacionar o carro a 5 minutos do teatro por uma tarifa exclusiva de 2 euros (23:00 - 8:00). Para quem não queira levar o carro, existe a alternativa de utilizar transportes públicos sendo que o Teatro Sá da Bandeira localiza-se muito perto da Estação de S. Bento (tanto a estação de comboios como a estação de metro), assim como de várias paragens de autocarros.

Mapa da localização do Teatro Sá da Bandeira (onde se realizará o Porto Pride 2010, das 22h às 8h) e do percurso da 5ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto (a partir das 16h), ambos no dia 10 de Julho:

http://portugalgay.pt/flash/mapa_portopride2010.asp



http://www.portopride.org/



5ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto - vídeo de apresentação

Dia 10 de Julho, vamos tod@s participar na 5ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto. Vamos mostrar que EXISTIMOS (e que não somos apenas meia dúzia de pessoas, como muitos heterossexuais pensam), e que, como pessoas, como cidadãos e cidadãs deste país, exigimos TOTAL igualdade de direitos. Não queremos nem podemos continuar a ser tratad@s como cidadãos e cidadãs de 2ª!

Conquistamos o acesso ao casamento civil, um grande e importante passo sem dúvida, mas ainda muitos outros direitos nos são negados. E, para lembrar que não nos vamos «calar» pelo facto de termos agora igualdade no acesso ao casamento civil, mas que vamos continuar a chamar a atenção e a reivindicar igualdade de direitos em todas as outras áreas em que essa igualdade ainda não existe, vamos tod@s marchar no dia 10, no Porto.

Fica aqui o vídeo de apresentação da 5ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto:



http://www.orgulhoporto.org/

5ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto
10 de Julho de 2010
16h
Partida da Praça da República (término na Praça D. João I)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Manifesto da 5ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto

Porque uma Marcha do Orgulho LGBT é não só um dia de festa, alegria, orgulho por sermos quem somos e como somos, mas também é um dia de luta e reivindicação pelo muito que ainda falta fazer, pelos muitos direitos que ainda nos são negados, em Portugal e pelo Mundo fora, é importante lembrar o propósito da realização desta 5ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto.


Manifesto da 5ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto

Existimos, Direitos Exigimos


Orgulho e festa, porque as origens da comemoração do dia 28 de Junho estão na revolta de Stonewall contra a repressão e a discriminação, na Nova Iorque de 1969. Porque a rua é o palco de todas as lutas e celebrações de uma comunidade constituída por lésbicas, gays, bissexuais e pessoas transgénero, que está a vencer o medo e a vergonha de tantos anos, impostos por uma sociedade homofóbica e preconceituosa - séculos de discriminação e humilhações. A orientação sexual e a identidade de género, não nos diminui nem nos torna melhores seres humanos, mas temos orgulho na bandeira arco-íris, símbolo da diversidade e da visibilidade dos nossos amores.

Luta, por todo o mundo porque há países onde a homossexualidade ainda é considerada crime, porque há lugares onde a repressão ainda está na lei e porque nesses lugares também há a resistência de quem luta pelos direitos, por todos os direitos humanos. E luta também em Portugal onde a discriminação sexista, transfóbica, bifóbica, homofóbica ou racista e xenófoba, ainda agride pessoas e limita a nossa democracia.

Queremos uma sociedade que reconheça a diversidade de modelos familiares com iguais oportunidades perante a lei. Porque a família é uma escolha livre das pessoas, lugar para a partilha de afectos e de vidas em comum e porque o Estado não pode privilegiar nenhum modelo em detrimento de todos os outros. Um lar pode ter como núcleo um relacionamento monogâmico entre uma mulher e um homem, entre dois homens, ou entre duas mulheres. Mas também há relacionamentos amorosos responsáveis entre mais de duas pessoas. Assim como há famílias cuja base é a amizade, e não o amor, ou o sangue.

Por isso exigimos que se cumpra a Constituição no seu artigo 13º e que, no ano em que o casamento civil deixou de ser uma possibilidade exclusiva para pessoas de sexo diferente e em que a Assembleia da República decidiu que a orientação sexual não pode mais ser relevante para as metodologias de recolha das dádivas de sangue, a possibilidade de adopção, co-adopção e acolhimento de crianças seja alargada para todas as pessoas com condições materiais e afectivas para delas cuidar, educar e proteger. Queremos ainda que os processos de procriação medicamente assistida possam ser uma possibilidade para todas as mulheres que a desejem, independentemente da sua orientação sexual e de viverem ou não uma relação de casal. Porque essas famílias já existem e nada justifica que continuem fora da lei.


Exigimos que sejam tomadas medidas legislativas que combatam eficazmente a desigualdade de género que persiste e, inclusivamente, se agravam no nosso país. Que as mulheres possam ter acesso, em condições de igualdade, ao trabalho e ao espaço público assim como os homens à esfera do privado e dos cuidados. Que a violência e a discriminação de género sejam erradicadas definitivamente.

Exigimos ainda que a identidade de género seja contemplada no Principio da Igualdade constitucional, que se tomem iniciativas legais que reconheçam a autodeterminação das pessoas transsexuais e transgénero, sem a tutela psiquiátrica que as menoriza e que lhes retira decisão sobre as suas vidas. Exigimos ainda medidas urgentes que facilitem os processos de adaptação do nome e género nos documentos de identificação, que agilizem os procedimentos médicos de adaptação do corpo.

Seremos cidadãs e cidadãos de uma sociedade plural, que saiba viver bem com a diversidade, que enterre de vez a origem das discriminações, que previna os comportamentos de agressão e que saiba punir, de forma exemplar, os atentados contra a integridade física e psíquica de todos os seus membros.

Sem falsos moralismos e laica nos seus princípios legislativos. Que aprenda com os erros do passado e queira aplicar uma justiça para todos e para todas, que dê atenção especial às e aos jovens e estabeleça uma verdadeira educação sexual para a diversidade, que permita a aprendizagem da cidadania e dos direitos e deveres para todos e todas.

Queremos uma sociedade que respeite e acarinhe idosas e idosos, reconhecendo-lhes autonomia, garantindo a expressão livre dos seus desejos e afectos. Que forme as suas forças policiais e restantes organismos do Estado no respeito por todos os direitos humanos, que admita sem hesitações que lésbicas, gays, bissexuais e trangéneros também têm lugar no seu seio, que reconheça que as pessoas mais pobres e excluídas da sociedade são aquelas que mais necessidade têm de protecção. Que olhe as comunidades de imigrantes com respeito e lhes garanta os direitos correspondentes a quem aqui vive e trabalha. Que reconheça que a orientação sexual e a identidade de género são motivos para os pedidos de asilo, já que justificam tantas perseguições e atentados aos direitos humanos.
Somos pessoas, de muitas origens e convicções, mas hoje juntas na rua com a cara levantada e a certeza de que o futuro só depende daquilo que soubermos fazer dele.


http://www.orgulhoporto.org/


5ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto

E é já este fim-de-semana! :) Depois de Lisboa, é a vez do Porto realizar a sua 5ª Marcha do Orgulho LGBT. :)

Infelizmente, ao contrário dos anos anteriores, este ano a Marcha não terminará na Avenida dos Aliados, mas sim um pouco antes, na Praça D. João I. A Marcha partirá, como habitualmente, da Praça da República.

O percurso da Marcha será, portanto, o seguinte:

  • Praça da República
  • Gonçalo Cristóvão
  • Santa Catarina
  • 31 de Janeiro
  • Sá da Bandeira
  • Praça D. João I

Anotem na agenda:

5ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto
Sábado, 10 de Julho
às 16h
com partida da Praça da República e término na Praça D. João I


Fica aqui o site oficial da organização da 5ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto, para mais informações:


http://www.orgulhoporto.org/


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Discursos Marcha do Orgulho de Lisboa (2/2)

E aqui fica também a 2ª parte dos discursos desta que foi a maior Marcha do Orgulho LGBT de sempre em Portugal. :D

(vídeos do site portugalgay.pt)

Discursos Marcha do Orgulho de Lisboa (1/2)

Aqui fica a 1ª parte dos discursos da XI Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa, de 19 de Junho de 2010. :D

(vídeos do site portugalgay.pt)


segunda-feira, 14 de junho de 2010

LGBT Pride Month

Barack Obama decretou oficialmente que Junho é o "LGBT Pride Month", o mês do Orgulho LGBT.

E, pelo menos quem está um pouco dentro das questões LGBT, sabe bem o porquê da simbologia deste mês. Em 28 de Junho de 1969, despoletaram os confrontos de Stonewall, em NY, que marcaram o início da luta pelos direitos da população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, e Transgéneros).

Ao mesmo tempo que mediam forças com a polícia que, mais uma vez tinha invadido os bares LGBT nas suas rusgas, aproveitavam para afirmar a sua existência e o seu direito à dignidade e respeito.

Sentiram a necessidade de tomar uma atitude perante as constantes rusgas policiais e clima de repressão, afirmar: Nós estamos aqui, existimos, sim, somos, gays, lésbicas, bis, transgéneros, transsexuais e acima de tudo somos PESSOAS e exigimos direitos iguais e a sermos tratados e tratadas com respeito.

Esse 28 de Junho de 1969 marcou um passo muito importante na história da população LGBT e é considerado como a 1ª Marcha do Orgulho LGBT.

Porquê "Orgulho"? Porque ser LGBT não é motivo de vergonha. A nossa orientação sexual ou identidade de género não nos torna pessoas nem melhores nem piores, nem superiores nem inferiores às pessoas heterossexuais.

Alguns insurgem-se contra a palavra "Orgulho". E, pergunto eu, porque não devemos ter orgulho de sermos quem somos? (e isto aplica-se não só à nossa orientação sexual ou identidade de género mas em muitas outras características da nossa vida).

Referindo-me específicamente às questões LGBT, sim, devemos ter Orgulho por termos a nossa orientação sexual ou identidade de género, que não nos faz nem melhores nem piores do que os outros, mas pessoas que simplesmente têm uma característica diferente da maioria da população. E não deve existir nada de errado na diversidade.

"Orgulho" por oposição à palavra "vergonha" que muitas vezes é o que a Sociedade quer que tenhamos; "vergonha", só por termos uma característica diferente da maioria das pessoas. Na verdade, a própria Sociedade é que deveria sentir "vergonha" por não aceitar a diversidade Humana como algo natural e continuar a castigar pessoas (desde a perda do emprego, conflitos familiares, chacota pública, nalguns países a prisão e por vezes até a morte), pessoas que simplesmente têm uma orientação sexual ou identidade de género que não a da maioria.

Falo assim tão apaixonadamente sobre este tema porque, orgulhosamente, pertenço à população LGBT. :)

Voltando ao tema inicial, o LGBT Pride Month, todos os anos, em diversos países e cidades no Mundo, LGBTs se juntam, para recordar Stonewall, e, tal como em 1969, dizermos "estamos aqui, existimos, queremos igualdade em relação às pessoas heterossexuais, não queremos ser tratados como "cidadãos de 2ª", queremos o fim da homo, bi e transfobia e de toda e qualquer discriminação e reivindicamos o direito a sermos tratados como pessoas, com dignidade, com respeito, com equidade. Porque, ainda em pleno século XXI, ainda é necessário sairmos à rua reivindicarmos por direitos iguais, por respeito, dignidade... Porque esses princípios básicos da Humanidade (igualdade, equidade, respeito, dignidade...) ainda não chegaram a muitos, muitos LGBTs pelo Mundo fora...

Damos a cara para mostrarmos que somos pessoas exactamente como os heterossexuais, com as mais diversas características físicas, condições sociais, as mais diversas profissões, ... Existimos.

E, dada a importância dos acontecimentos de Stonewall, em Junho 1969, as Marchas do Orgulho LGBT realizam-se um pouco por todo o Mundo, durante o mês de Junho (por vezes também no início de Julho, como no ano passado, em Madrid, que se realizou a 4 de Julho), mas sempre próximo de 28 de Junho, a data dos acontecimentos de Stonewall.

Em Portugal, vai-se realizar, muito brevemente (já este sábado, 19 de Junho), a XI Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa. Começa no Jardim do Principe Real, pelas 17h, até à Praça do Martim Moniz .

Aí, como habitual, para terminar a Marcha, representantes das associações que pertencem à organização da Marcha do Orgulho LGBT falarão um pouco.

A novidade, é que este ano, esses "mini-discursos" terão interpretação em Língua Gestual Portuguesa (por mim. :)), dando dessa forma total acessibilidade no acesso a essa informação a todos os Surdos LGBT que existem (ou a todos os outros Surdos, que, mesmo não sendo LGBT se queiram juntar a nós na participação da Marcha do Orgulho LGBT).

Por isso, convido tod@s, LGBT ou não, Surdos LGBT ou não, convido toda a gente a juntar-se a nós na XI Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa, neste sábado, dia 19, com saída no Jardim do Principe Real. :)

(Também está para breve mais uma Marcha do Orgulho LGBT do Porto, da qual informarei brevemente.) :)

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